5 de mai de 2014

Teenage Dream - 46

Blaire's P.O.V
Se eu soubesse que aquela seria a última vez qual veria você deitado em meu colo, Eu aconchegaria você mais apertado, E rogaria ao Senhor que te protegesse. Se eu soubesse que aquela seria a última vez que veria você sair pela porta, Eu abraçaria, beijaria e te chamaria de volta, para te abraçar e te beijar mais uma vez, Se eu soubesse que aquela seria a última vez que ouviria a sua voz bem de pertinho, Eu filmaria cada gesto, cada palavra sua, Para que eu pudesse ver e ouvir de novo, dia após dia ou seja para aliviar um pouquinho da saudade. Se eu soubesse que aquela seria a última vez que você chorava comigo, Dividindo suas tristezas e frustrações, Eu mesmo sem muito entender, jamais te deixaria sozinho e dividiria com você todos os seus medos, aliviando assim um pouco dos seus sofrimentos. 

Se eu soubesse que aquela seria a última vez, Eu gastaria um minuto extra a dois para parar e dizer: O QUANTO EU TE AMAVA E O QUANTO UM SIMPLES SORRISO SEU SIGNIFICAVA PARA MIM! Ao invés de assumir que você já sabia Ah! se eu soubesse que aquele seria a última vez...certamente jamais deixaria você partir. Não tenho como negar a dor que em meu peito queima pela saudades que corrói meu coração por não poder pelo menos agora correr em sua direção e te beijar e te abraçar. Seja paixão, Oxalá Amor... 

Mas sei que são sentimentos puros, verdadeiros, marcados e manobrados pelo destino que um dia nos uniu. E hoje nos coloca diante de tantas provas... Provas duras estas, que só resistem à sentimentos com bases sólidas, sentimentos verdadeiros onde a transparência e a sinceridade se tornam o alicerce para o futuro dessas vidas que mutuamente se entregam. Sábia palavra "Saudades"...

 Bom que ela exista em nossos dicionários, pois numa quantidade ínfima de letras resume e exprime um sentimento grandioso e arrebatador que transforma-se até em alimento para conseguirmos transpor mais um dia à espera de um novo amanhecer... Ela nos enche de Esperanças de logo, logo, saciarmos nossos desejos... Desejos de nos encontrar e apenas numa simples troca de olhares podermos deixar cintilar uma doce frase "Que Saudades Amor Meu" sem sequer uma palavra proferir. 

Mas só conseguimos passar e vencer estas provas que a vida nos apresenta se formos verdadeiros não só com o outro, mas com nós mesmos, pois da nossa verdade é que Partirá a felicidade de quem amamos e nada se constrói com bases e alicerces falsos, nem mesmo a nossa felicidade. 

Diante de tudo isso só tenho a dizer a você do meu Puro Amor, Minha fidelidade, minha sinceridade e deixar que esta Saudades que hoje dói seja para amanhã ao me encontrar com a esperança saber que o que passamos e o que sentimos nada mais foram senão provas para nosso crescimento interior, Valorização destes sentimentos e irmos direto em busca do que mais almejamos nesta vida...

 A Nossa Felicidade! Juntos... EU e VOCÊ! Hoje a tristeza Tomou conta de minha alma. Senti saudades de você, De nossos passeios, Nossos bate-papos Nossos beijos... e promessas. Como te amava E sei que me amavas. Meu Deus Então por que não fomos felizes? Por que nos separamos?? Hoje sei, que também não és feliz. Sei que vives de saudades, Que ainda me amas.

 Por que então, ainda estamos separados? Por que ainda sofremos, Se ainda nos amamos? Não sei !!! Sei apenas que a saudades Corrói a alma, O sofrimento nos faz crescer, Mas nos destrói por dentro. Então... Volta amor. Volta para meus braços. Volta para a felicidade. E juntos... o amor nos rejuvenescerá, Cada dia mais seremos felizes. Venha... Vamos espantar a tristeza, Dar tchau para a saudades E voltarmos s sorrir. Venha...

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces

Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.

No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida

E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.

Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.

Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados

Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada

Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.

Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.

Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.

Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.

Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.

Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.

E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.

Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.

Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.

E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.

Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.


Justin’s P.O.V
Faz mais ou menos uma semana que tive de viajar para ver minha mãe que estava doente. Eu me preocupo com ela, mas, queria que minha Blaire tivesse vindo, eu estou me acabando de saudades dela.

Um dia saberá
que os melhores beijos
os melhores carinhos

os melhores abraços
eu guardei só pra você.



Um dia saberá

que eu pus seu nome em uma estrela
e que é sua luz e seu brilho que

iluminam toda a minha existência.



Um dia saberá

Que o meu sentimento é pleno.

E nesse dia, querido!

Conhecerás a magia do amor.


Blaire’s P.O.V
Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo... Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos... Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso... Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos...

 Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem... Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que amaram... Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir... Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi... Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieto em meu canto... Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir... 

Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam... Já tive crises de riso quando não podia... Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva... Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse... Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar... Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros... Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros... 

Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz... Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava... Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali"... Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais...

 Já liguei para quem não queria apenas para ligar para quem realmente queria... Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava... Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo... Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda... 

Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim... Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre... Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!... Não me façam ser o que não sou não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!... Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão... 

Sou sempre eu mesmo, mas com certeza não serei o mesmo pra SEMPRE! Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes... Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: - E daí? EU ADORO VOAR!

Nada nesse mundo tem mais toneladas do que a saudade, nada. Saudade é uma dor imensurável e sufocante presente em cada hiato. É sentimento abstrato que esmaga o peito como se fosse concreto. A saudade é a vírgula quilométrica enraizada entre dois pontos, dos muitos textos que a vida infelizmente pausa por falta de prosa e até pelo excesso de rosas. Saudade afia os ponteiros do relógio, transforma poucas horas em cortes profundos, dominados por flashbacks com ardor de álcool cuspido sobre ferida aberta, aparentemente incicatrizável. A saudade nos afoga com as águas calmas do passado, desfoca o presente e congela o futuro como faz o frio polar de uma nevasca.

 A saudade transforma qualquer música em motivo para pensar naquilo que partiu dentro de um avião, que nunca deveria decolar, nem por decreto do Papa. Saudade é emoção indivisível, razão incontestável para relembrar o gosto inesquecível daquela pessoa que mudou nossos passos, gestos e hoje, infelizmente nos considera gasto, empoeirado. A saudade é a sombra maldita que não precisa da luz solar para nos seguir por cada calçada da vida. Ela repousa num banco de passageiros vazio, dorme em nossa insônia, esconde-se nos presentes que prendemos em caixas lacradas, blindadas pelo medo de encarar as memórias boas. 

Ela transforma comercial de televisão em lágrimas reais, faz homem barbado virar menino ansioso em dia de natal, como um cachorro que espera o dono todo dia ao pé da porta, mesmo que esse nunca mais volte pra casa. A saudade enlouquece, embriaga, faz o mundo todo ter uma só cara e nenhuma cura. A saudade é um bar que já saiu rotina, um prato de risoto que foi comido antes do gozo, um beijo único no meio do olho. É o medo de perder uma peça em meio à multidão e nunca mais encontrar outro alguém que encaixe tão bem nesse quebra-cabeça. Saudade é temer a vinda do novo e teimar em achar que o velho sempre será a melhor parte dessa obra de arte, chamada vida. 

Mais uma vez ele viu o relógio mudar rapidamente de 6 para 7 os minutos da quarta hora da madrugada. Apesar da quase rotina, esse hábito ainda causava um certo desconforto; parecia haver hora certa para lembrar dela. Balbuciou o palavrão de sempre, estalou os dedos e procurou os óculos no escuro. Já previa a dor nos olhos antes mesmo de acender a luz, então decidiu descer a escada no breu mesmo. 

Abriu metade da janela, observou a chuva por alguns minutos, lembrou das noites chuvosas ao lado dela, lembrou do vidro embaçado e da música suave das gotas atingindo-o, lembrou do edredom roxo ou violeta ou púrpura – nunca soube qual a verdadeira identidade cromática do negócio e também não levou o assunto à ela – e do cachorro dormindo embaixo da cama. 

Lembrou dela, do sono dela, da maneira como os olhos dela se apertavam quando ela dormia, das asas redondas do nariz, dos lábios finos convidando-o para um beijo. Lembrou do cheiro da respiração dela e respirou profundamente, como que querendo encontrar tal cheiro no ar. Falhou. Foi acordado do sonho-acordado por uma distante sirene de polícia, andou lentamente até o fogão e aqueceu uma medida de leite. Enquanto aguardava, reparou na quase dúzia de folhas de caderno escritas e rasuradas e espalhadas na mesa numa ordem que somente ele entendia. 

E nessas folhas, palavras que somente ela entenderia. Sonhou de novo, e dessa vez com os vários bilhetes que escondeu pelo quarto dela, bilhetes recheados de pequenas juras e promessas e micro-elogios que arrancariam dela aquele sorriso que só ele conhecia, bilhetes assinados pela metade, que mostravam o quão inteiro ele era com a metade dela. Acordou novamente, dessa vez com o cheiro de leite fervendo, xingou a vaca, disfarçou muito mal um sorriso, terminou de preparar o cappuccino e aqueceu a garganta com goles curtos. Era normal esquecer do mundo quando se lembrava dela. Era comum. 

Largou a xícara na mesa, apagou a luz e, antes de voltar à cama, viu a luz amarela e deprimida de um poste atravessar a janela e repousar na cadeira ao lado. Como previsto, sentiu o costumeiro aperto no peito e também a solidão tocar-lhe os ombros. Tudo naquela casa lembrava dois, à dois, os dois, mesmo sem nunca ter existido dois naquele espaço. Repare bem: naquele espaço. A cadeira vazia servindo de repouso para o violão, o número de talheres e pratos e copos, a mesa redonda e pequena, o box do banheiro, a cama de solteiro (para dormirem mais próximos). Sentiu o chão gelado abaixo dos pés e desejou os pés dela colados nos dele. Voltou pra cama, olhou a foto dela na tela do celular, rezou por ela e reclamou consigo mesmo, com seu próprio deus, sobre as lágrimas que se acumulavam nos cantos dos olhos contra sua vontade. 

Alguns minutos depois da quarta hora da madrugada, ele tirou os óculos e os deixou no chão mesmo; ela não estaria ali para pisar neles meio que por engano. E como esperado, não dormiu. É, tentei fugir, não deu, tentei te esquecer, doeu.

Por uns dias, sim, eu aguentei, mas depois confesso que não suportei. Sua lembrança vem em minha mente a cada segundo que fecho meus olhos, quanta bobagem, até de olhos abertos tenho imaginado você. Onde está? O que faz? Que saudade absurda é essa, eu não aguento mais. Tenho vontade de correr pra te encontrar, quem dera eu tivesse essa certeza de que você também ficaria feliz ao me ver, mas já pensou que ironia, tanto tempo esperando pra te ver e você nem se importar?

 Não, eu não ia aguentar. Mais um tombo da vida eu não quero não, já tomei tantos e parece que foram todos em vão. Essa saudade sufoca meu peito, tem dias que preciso chorar. Choro quietinha, ninguém precisa saber que você continua a me atormentar. Invade meus sonhos, seja de dia ou de noite, só pra me lembrar que o tempo passa mas eu não deixo de te amar. Como faz pra não sentir tua falta? Como faz pra te esquecer? Ah se eu soubesse eu já teria feito. O que de tão errado eu fiz na vida para te merecer? Um alguém que sequer merece tudo o que eu tenho a dizer. Ah se você soubesse que tudo que escrevo é pra você, entenderia que os anos não passaram e eu ainda espero por você. Não sei explicar o que é a saudade em si, se me perguntarem talvez eu responda teu nome, o que pra mim é a mesma coisa. 

Não há outra tradução para a saudade senão o teu nome, a tua imagem, enfim, você. Como pode numa única palavra caber tanto sentimento, tantas formas diferentes de se traduzir. É, você não faz ideia do quanto eu desejo todo santo dia TE ESQUECER, do quanto essa saudade me faz mal (ou não...). Acredite, eu queria estar fazendo coisa bem mais interessante do que passar as 24 horas do meu dia pensando em você e me perguntando se em algum momento do teu dia você ainda lembra que eu existo ou se eu já faço parte daquelas pessoas que simplesmente passaram pela tua vida e foram embora.


Justin's P.O.V
Sim, fui embora, mas acredite, eu queria muito ter ficado...eu desejei mais que tudo na vida nunca ter ido embora, mas não havia escolhas, você não me permitiu escolhas... Você é a saudade mais viva dentre os meus pensamentos, saudade que não passa que não cessa. Eu só queria te abraçar, estar ao teu lado, poder te tocar; sinto falta de você como nunca imaginei sentir de alguém e fico aqui empurrando minha vida com a barriga até o dia em que você entender que meu amor não vai morrer.
Que mil anos podem passar eu estarei sempre esperando você voltar...

Volta e meia, crônicas, romances e poemas terminam com a indefectível frase: "Saudades de mim". Será que eu já escrevi isso alguma vez, que sinto saudades de mim? Devo ter cometido, eu também, esta dramatização barata, somos todos reincidentes nos clichês. Mas, olha, sinceramente, não sinto, não. Lembro de uma menina que se sentia uma estranha na sala de aula.

 Que adorava tomar lanche nas Lojas Americanas do centro da cidade. Que ficava esperando ser tirada pra dançar nas reuniões dançantes, e quando acontecia, que êxtase! Na vez em que foi tirada pelo garoto de quem ela era a fim (e ele a apertou mais do que os bons modos permitiam), os pais da menina chegaram justo naquela hora para buscá-la, sua primeira grande frustração. Lembro do primeiro beijo da menina, ela completamente nervosa.

 Lembro da menina já grande, em seu primeiro estágio, iniciando vida profissional. Lembro da menina agindo como adulta, indo morar fora do país. Lembro da menina voltando, sem resquícios da menina que havia sido. Saudades dela? Afeto por ela.

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