5 de mai de 2014

Teenage Dream - 40

Blaire's P.O.V
Você pode ir embora e nunca mais ser a mesma Você pode voltar e nada ser como antes Você pode até ficar pra que nada mude Mas aí é você que não vai se conformar com isso Você pode sofrer por perder alguém Você pode até lembrar com carinho ou orgulho De algum momento importante na sua vida Formatura, casamento, aprovação no vestibular Ou a festa mais linda que já tenha ido Mas o que vai te fazer falta mesmo O que vai doer bem fundo É a saudade dos momentos simples Da sua mãe te chamando pra acordar Do seu pai te levando pela mão Dos desenhos animados com seu irmão Do caminho pra casa com os amigos e a diversão natural Do cheiro que você sentia naquele abraço Da hora certinha em que ele sempre aparecia pra te ver E como ele te olhava com aquela cara de coitado pra te derreter De qualquer forma, não esqueça das seguintes verdades Não faça nada que não te deixe em paz consigo mesmo Cuidado com o que anda desabafando Conte até três (tá certo, se precisar, conte mais) Antes só do que muito acompanhado Esperar não significa inércia, muito menos desinteresse Renunciar não quer dizer que não ame Abrir mão não quer dizer que não queira O tempo ensina, mas não cura. De que são feitos os dias? De pequenos desejos Vagarosas saudades Silenciosas lembranças. 

Entre mágoas sombrias Momentâneos lampejos Vagas felicidades Inatuais esperanças. De loucuras, de crimes De pecados, de glórias Do medo que encadeia Todas essas mudanças. 

Dentro deles vivemos Dentro deles choramos Em duros desenlaces E em sinistras alianças. Eu amo tudo o que foi Tudo o que já não é A dor que já não me dói A antiga e errônea fé O ontem que a dor deixou O que deixou alegria Só porque foi e voou E hoje é já outro dia. Por muito tempo achei que a ausência é falta.

 E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim. Saudades! Sim... Talvez... E porque não? Se o nosso sonho foi tão alto e forte. Que bem pensara vê-lo até à morte. Deslumbrar-me de luz o coração! Esquecer! Para quê? Ah! Como é vão! Que tudo isso, amor, nos não importe. Se ele deixou beleza que conforte. 

Deve-nos ser sagrado como o pão! Quantas vezes, amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar Mais doidamente me lembrar de ti! E quem dera que fosse sempre assim: Quanto menos quisesse recordar Mais a saudade andasse presa a mim! Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo Espécie de acessório ou sobressalente próprio Arredores irregulares da minha emoção sincera Sou eu aqui em mim, sou eu Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim...

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